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Patentes e Marcas como diferencial inovador
O Brasil perde cada vez mais em competitividade para países como China e Índia. Entre outras estratégias comerciais, o que pesa a favor dos concorrentes brasileiros é o investimento no desenvolvimento
21/05/2007

O Brasil perde cada vez mais em competitividade para países como China e Índia. Entre outras estratégias comerciais, o que pesa a favor dos concorrentes brasileiros é o investimento no desenvolvimento de produtos com valores agregados. Tecnologias patenteadas e marcas fortes têm o poder de deixar para trás mercados exportadores que se limitam a competir somente com base em commodities, produtos em estado bruto, principalmente agrícolas, com baixa tecnologia.

Análises das mudanças de rumo no mercado mundial e propostas para o fortalecimento do mercado brasileiro dominaram os debates realizados durante II Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria, promovido pela Confederação Nacional da Indústria, realizado nos dias 24 e 25 de abril, em São Paulo. Empresários e dirigentes governamentais destacaram a importância dos investimentos em novas tecnologias.

A inovação tendo por base a propriedade intelectual foi tratada pelo presidente do INPI, Jorge Ávila, que falou dos esforços do governo e setor produtivo para ampliar o número de patentes brasileiras e levar marcas brasileiras ao exterior. “Mais do que eficiente, o INPI deve ser eficaz para o país que busca inovação tecnológica e aumento de produtividade” afirmou Ávila.

Para o vice-presidente da CNI, Jorge Parente, os empreendedores brasileiros devem estar mais atentos. “Na hora de exportar temos que pensar primeiro nos aspectos relacionados à propriedade intelectual e no quanto o produto exportado representa como inovação tecnológica” alertou.

A política industrial brasileira precisa ser reformulada, considera o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, David Kupfer. Para explicar como, o professor divide a indústria em base, miolo e ponta. No primeiro segmento, com 40% da produção, estão as commodities; no segundo, também com 40%, está a indústria tradicional, (alimentação, vestuário, calçados, etc); e no último grupo, com 20%, os bens de alta tecnologia. O que basicamente deve ser feito, defende Kupfer, é elevar a participação dos que estão na ponta.




Fonte: Disponível em:http://www.inpi.gov.br/ Acesso em 21/05/07

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